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JOHN LENNON E SUAS JAMS

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Músico que é músico adora tocar e sempre acha uma forma de fazer isso com gente boa.

John Lennon era um cara múltiplo, antenado, politizado e que se ligava na atitude dos seus comparsas para fazer um som.


Não é segredo que ele se ligou desde sempre na forma mais pura do rock’n’roll. Nas suas palavras “se o rock tivesse outro nome, seria Chuck Berry”.

E, dessa forma, seguiu sua carreira, de curtíssima duração, com altos e baixos, mas com momentos memoráveis. Não foram poucas as vezes que ele se juntou a outros feras, ídolos ou fãs, para fazer um som.

Antes mesmo do fim dos Beatles, em dezembro de 1968, Lennon deu uma palhinha com o supergrupo “The Dirty Mac” durante o “Rolling Stones Rock’n’Roll Circus”, um especial de TV onde os Stones receberam diversas bandas, como Jethro Tull e The Who. Uma curiosidade – este especial ficou guardado e só liberado para o público em 1996, quase 30 anos depois.

Essa história vale um post exclusivo, hein?

Voltando a falar de Lennon… era dela a história, não?

DIRTY MAC – tocando com Keith Richards, Eric Clapton e Mitch Mitchell

Em 1968, foi a primeira vez que Lennon apresentou-se em público sem os Beatles.

A superbanda “The Dirty Mac” era composta por ninguém mais que Mitch Mitchell da banda de Jimi Hendrix na bateria, Keith Richards no baixo e Eric Clapton, ainda um iniciante no antológico “Cream” na guitarra solo. Os caras fizeram uma versão vitaminada de “Yer Blues” – gravada originalmente para o “White Album”de 1968.

O encontro entre Lennon e Mick Jagger antes do som rolar é, no mínimo, curiosa! Ambos tentando ser engraçadinhos e cool.

Durante o som, reparem também que a câmera foca numa pessoa enfiada num saco preto… é Yoko Ono… sem comentários…

SOME TIME IN NEW YORK CITY – tocando com Clapton, Harrison, Keith Moon, Bobby Keys e até Frank Zappa

Em 1969, ainda antes do fim dos Beatles, Lennon novamente juntou um supergrupo para uma jam que incluía seu parceiro de banda George Harrison, novamente Eric Clapton, Keith Moon o batera do “The Who”, o saxofonista dos Stones Bobby Keys e dois dos maiores tecladistas do rock – Nicky Hopkins e Billy Preston. Este último integrou os Beatles nos dois últimos álbuns da banda.

Em 1971, agora sim, depois dos Beatles e após Lennon ter lançado dois álbuns solo, ele foi convidado a participar para uma noite que seria uma das últimas da casa de shows Filmore East em New York, que fechou três semanas depois. Dessa vez ele foi convidado a tocar com o legendário Frank Zappa e sua banda “The Mothers Of Invention”.

Ambos eram fãs um do outro e o encontro foi interessantíssimo. No fim do show do Zappa, Lennon e Yoko entraram no palco e atacaram com dois rocks primordiais que John tocava nos tempos de Cavern Club em Liverpool. Seguiram-se três sons meio improvisados de autoria de Zappa e a galera foi à loucura.

O resultado desses concertos foi lançado em 1972 no disco “SOME TIME IN NEW YORK”, que recebeu críticas ruins e não foi bem em vendas.

Há uma história sobre Lennon não ter dado crédito a Zappa sobre uma música, mas isso fica para outro post.

Aqui vai um registro um tanto tosco do evento. Tentem abstrair Yoko miando no microfone.

Finalmente, com CHUCK BERRY

Em 1972, Lennon e Yoko assumiram por uma semana o talk show americano “The Mike Douglas Show” e levaram Chuck Berry para uma jam.

Depois de um papo divertido, uma disputa de costeletas (ah, a moda…), o som rolou lindo.

Mas por que diabos, deixaram o microfone da Yoko ligado? A cara de susto de Chuck quando Yoko começa a miar é de rachar de rir!

 

 

Em 1986 Chuck Berry repetiu a brincadeira, mas agora com o herdeiro, Julian Lennon.

 

Lennon tinha muito talento e, fora seu gosto para mulher, sabia se cercar de gente boa!

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